Com minhas dúvidas e falta de jeito para o que faço
Fí-lo com minha pintura ruím, voz tosca e marra de quem vai provar improvável
Fí-lo com minha postura caricatural
Fí-lo nas pessoas machucadas por mim
Fí-lo nos abismos d'onde saltei
Fí-lo por estar VIVO
FÍ- LO PORQUE QUILO
E onerado por tudo em solo e consciência sobre o mal que causei
Poeira por poeira
Filhos perdidos
A não ser que um Alzheimer me acometa
Caso contrário terei que dívida pela vida que vivi
Balançando na cadeira do passado
No abismo do ledo inconsequente, passageiro do futuro
Sem imaginar que ele chega veloz
Tragando tudo
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Noite
O último gole é o mais amargo
Não o primeiro, mas o último
Estaca no drácula
Bala de prata no lobisomem
Perna mecânica no saci
Os moralistas tomam vez para gritar: "A Conta por favor"
Carrascos da noite
Cobertores de caráter
Advogados, atores, auxiliares de escritório, pintores são na noite só o que se deixam ser
a manhã virá outra vez para oprimir a todos com dietas, Tai-Chi, hidropônicos e carreiras
Mas o Homem vigia a lua
a próxima "carreira" esquinal
Alento para quem ama e comete o mal semi-intencional
paisagem lôbrega dos apaixonados abandonados
Não o primeiro, mas o último
Estaca no drácula
Bala de prata no lobisomem
Perna mecânica no saci
Os moralistas tomam vez para gritar: "A Conta por favor"
Carrascos da noite
Cobertores de caráter
Advogados, atores, auxiliares de escritório, pintores são na noite só o que se deixam ser
a manhã virá outra vez para oprimir a todos com dietas, Tai-Chi, hidropônicos e carreiras
Mas o Homem vigia a lua
a próxima "carreira" esquinal
Alento para quem ama e comete o mal semi-intencional
paisagem lôbrega dos apaixonados abandonados
Meus Sapatos
Meus sapatos se parecem comigo
São um misto de coturno e sapatos de palhaço
Dói nos pés, mas se impõem
São o que eu gostaria de ser
disciplinado e engraçado
Contam o dono
Dão pistas e me traem
Tentam provar o que todos já sabem
Traduzem o respeito do medo que sinto
Humilham a vida de quem os calça
Soldado bêbado tornado bobo sem patente
Criatura da repulsa e desprezo
Ninguém paga para ver
Ator sem platéia, sem a santidade de Grotowski
Palhaço tenso se transforma em soldado sem fuzil tentando controlar multidão
Talvez seja melhor trocá-los por tênis e descobrir as duas fardas
Vestirei qual roupa então?
Andarei nú por aí?
São um misto de coturno e sapatos de palhaço
Dói nos pés, mas se impõem
São o que eu gostaria de ser
disciplinado e engraçado
Contam o dono
Dão pistas e me traem
Tentam provar o que todos já sabem
Traduzem o respeito do medo que sinto
Humilham a vida de quem os calça
Soldado bêbado tornado bobo sem patente
Criatura da repulsa e desprezo
Ninguém paga para ver
Ator sem platéia, sem a santidade de Grotowski
Palhaço tenso se transforma em soldado sem fuzil tentando controlar multidão
Talvez seja melhor trocá-los por tênis e descobrir as duas fardas
Vestirei qual roupa então?
Andarei nú por aí?
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