A cidade é meu vício
Saara repleto de rostos sem
Oásis nos bancos 24 horas
A cidade são todas as possibilidades covardes
Suas Histórias e descasos
Bolinhas de tênis no chão e a mão à cata
Braços invisíveis à procura do olhar catatônico
Minha cidade é busca por saída
Nos museus, cafés, butecos, sebos, teatros, meretrícios e “Colés”
Minha cidade dura três dias
Dá pena de mim
Mengole sem me convencer
Meu chope e “penduras”
Asa delta sem pouso, olhando eternamente a beleza sobre mim
Esfumaçando em meio à correria
Berço dos vilões, pintores e trovadores
Todos desenhando o próximo poema de quem vê por fora