quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A cidade

A cidade é meu vício

Saara repleto de rostos sem

Oásis nos bancos 24 horas

A cidade são todas as possibilidades covardes

Suas Histórias e descasos

Bolinhas de tênis no chão e a mão à cata

Braços invisíveis à procura do olhar catatônico

Minha cidade é busca por saída

Nos museus, cafés, butecos, sebos, teatros, meretrícios e “Colés”

Minha cidade dura três dias

Dá pena de mim

Mengole sem me convencer

Meu chope e “penduras”

Asa delta sem pouso, olhando eternamente a beleza sobre mim

Esfumaçando em meio à correria

Berço dos vilões, pintores e trovadores

Todos desenhando o próximo poema de quem vê por fora

Amore

A Cida chegou enquanto estávamos ali

Ela e a pele morena, Frescor do dia nascendo

Cometemos Colméia e palavra certa

A dor da vida eterna

A delícia da amizade

Assassinamos o porvir, Estávamos lá e lá ficaremos

Amada e amiga

Minha Delícia é a minha Cida

Mãe, filha, companheira, amante e saborosa

Onda de cafuné tocando minha areia, meu castelo

Água, vento, fogo e ternura

Cida meubeijo na testa

Trepa-Trepa

Balanço e os melhores humores

Cachorro quente Geneal

Cida é minha volta para casa

Maré mexendo em minha lua

Minha Cida é sideral

É quem eu posso ser

Capelo Gaivota no desejo impossível

É meu mais doce voo

A mais tenra idade

A Urca das traineras ancoradas no vislumbre oceanal

Ovos mexidos

Amor baiano adocicado em nossas tendas.

A rosa e o girassol

A rosa vem amanhã só para arrumar a casa

A rosa, apesar de não achar a mais bela dentre as flores se parece comigo

Poetas achavam subliminar

Mulher é cinza, azul, manga, jambo, flicts,

mulher é o que ela quer ser.

A minha flor ideal já está

dei a minha cabrocha Orquídeas só para ser poeta.

Orquídeas são brinquedos na mão de quem as cria

A flor ideal mora no Girassol

basta nutri-lo com um pouquinho d’água e virar suas pétalas para a luz e quem rega irá sentir eterno prazer.

O Girassol é flor de quem cuida da família, do gatinho ,mulherzinha, filhinho, maridinho...

É o astral

vê-la enorme é encontrar prosperidade no lar.

Enquanto a rosa arruma a casa o Girassol colore e dá esperança

O Girassol é de Neruda e de Bandeira

Picolé no Leblon

O pão e a manteiga

Os laços que me unem.

Pretinha

A Cida viaja e vou perdendo coisas no caminho; chaves, guarda-chuva, sanidade, amizade, texto, marca, saúde, tempo da piada, tempero, alguém para reclamar, sono... E ganho outras; Dotes culinários (maus dotes), rugas, piadas de mau gosto, dois travesseiros a mais, latas, canudos, saudades, ciúmes, melancolia, solidão, silêncio, incoerência, desorganização...

Volta pretinha, pois entre ganhos e perdas fico com os dois: Tudo habita você! (E não há mérito nisso!). Só perco o fundamental e ganho o que me faz, mas não faz falta!!!!. Vale o quanto pesa e você vale todas as minhas gerações, desde o cangaço a Portugal-Espanha, passando pelos Xavantes, Tupinambás, Yanomamis, pesará nas próximas e nos onera tanto quanto a seda mais rara, macia, branda e delicada.