quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A cidade

A cidade é meu vício

Saara repleto de rostos sem

Oásis nos bancos 24 horas

A cidade são todas as possibilidades covardes

Suas Histórias e descasos

Bolinhas de tênis no chão e a mão à cata

Braços invisíveis à procura do olhar catatônico

Minha cidade é busca por saída

Nos museus, cafés, butecos, sebos, teatros, meretrícios e “Colés”

Minha cidade dura três dias

Dá pena de mim

Mengole sem me convencer

Meu chope e “penduras”

Asa delta sem pouso, olhando eternamente a beleza sobre mim

Esfumaçando em meio à correria

Berço dos vilões, pintores e trovadores

Todos desenhando o próximo poema de quem vê por fora

Nenhum comentário:

Postar um comentário